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terça-feira, 25 de agosto de 2015

1ª Feira Literária da Ilha do Governador - FLIG

Essa dica vai para quem gosta de ler e principalmente ficar a par sobre lançamentos literários no mercado. 

A Ilha já merecia algo desse porte!

Visite a página da Feira no Facebook : https://www.facebook.com/events/690334171096634/


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Literatura - NUNCA HOUVE UM HOMEM COMO HELENO


Como o Blog trata não apenas do Futebol como frisamos anteriormente e é de fácil verificação no próprio título, inauguro uma postagem minha aqui com das minhas paixões, que é a literatura, trago uma indicação que me tocou bastante quando do conhecimento de um pouco da vida de Heleno de Freitas, confesso que não vi o filme mas adorei o livro. segue abaixo uma pequena sinopse de autoria do Jornalista e Escritor, Rui Castro.


Heleno de Freitas deixava um rastro de Carnaval por onde passava.

Primeiro, pelos dribles e gols com a camisa do Botafogo – foi o grande ídolo da Estrela Solitária na era pré-Garrincha. Depois, pelo aroma de lança-perfume que o envolvia, e não apenas nos três dias de folia – era dependente de éter e isso acelerou seu fim. Para Heleno, a vida era uma festa, interrompida por alguns momentos de lucidez.

E só muito mais tarde se descobriu: a festa era a sífilis, a loucura, a explicar sua fascinante dupla personalidade – em campo, ele era o carrasco dos adversários e dos companheiros, que ele humilhava por igual com seu inatingível perfeccionismo; fora dele, era o sedutor irresistível, que circulava pela sociedade carioca dos anos 1940 e arrebatava as mulheres.

Em Nunca Houve um Homem como Heleno, Marcos Eduardo Neves resgata um ser humano que teria sido patético e marcante em qualquer atividade. O acaso quis que Heleno jogasse futebol, daí o ineditismo dessa narrativa: um drama quase cinematográfico, estrelado por um galã de calções e chuteiras – da praia aos estádios, das boates ao hospício, tudo isso em apenas 39 anos de vida, 305 jogos e 251 gols que valeram por mil.

(Ruy Castro, jornalista e escritor)

Abaixo os relatos de dois dos maiores cronista da história do futebol brasileiro, que tiveram a chance de vê lo atuar.


“Heleno de Freitas, o craque das mais belas expressões corporais que conheci nos estádios, morreu, sem gestos, de paralisia progressiva, e descansa, hoje, no cemitério de São João Nepomuceno, onde nasceu um dia para jogar a própria vida num match sem intervalo entre a glória e a desgraça.” (Armando Nogueira)


“(Heleno) brigava com todo mundo e, em vez de ajudar, inibia os companheiros. Os jornais mentiam a seu respeito, inventavam histórias, diziam que ele, fora do campo, era um gentleman. Mas não era. Nem dentro nem fora de campo ele era um gentleman. Apenas um homem de nervos esbandalhados, vítima de um irrecuperável desequilíbrio nervoso. Das arquibancadas era difícil notar e os jornais puseram em moda a palavra temperamental, para definir seu mau gênio.” (Sérgio Porto)

Boa Leitura!