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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Bráulio de Castro, o compositor de todos os ritmos


A conteúdo que segue foi publicado originalmente no excelente blog www.geleiageneral.blogspot.com.br, e trata mais uma vez do compositor Pernambucano Bráulio de Castro.

BRÁULIO DE CASTRO, O COMPOSITOR DE TODOS OS RITMOS

Abílio Neto

Quem examina a obra de Bráulio de Castro é forçado a reconhecer que está diante de um grande criador. O homem compõe em praticamente todos os ritmos do que se chama música nordestina, mas o que ele faz mesmo e bem, é criar música brasileira. Sou contra o uso desse rótulo "música regional" que inventaram porque a MPB abrigou todos os ritmos no seu vasto manto.

Como ele não tem um perfil daqueles que a prefeitura do Recife enquadra no seu carnaval multicultural, suas músicas e seus intérpretes ficam de fora da festa oficial momesca da Mauricéia. Mas o esquecimento geral da sua obra não se limita apenas aos palcos oficiais porque se dá também no Galo da Madrugada, nas prévias dos blocos e nas ruas do Recife e Olinda, o que é lamentável.

Esse pernambucano de Bom Jardim, conterrâneo de Levino Ferreira, nascido em 18/08/42, cujo nome completo é Bráulio José Gomes de Castro, tem registrada na sua vasta obra, inúmeros frevos (de bloco e frevo-canção) da melhor qualidade musical. Tanto ele quanto o alagoano Jorge Costa chegaram a ser confundidos na década de setenta com compositores ligados ao samba paulista porque residiam em São Paulo.

O seu último álbum de frevo produzido, chamado Pernambucaneando, traz um punhado de excelentes músicas e intérpretes consagrados, alguns solenemente ignorados no tal carnaval multicultural, gente da categoria de um Walmir Chagas ou Bubuska, dignos representantes da cultura pernambucana, porém uniculturais para os donos da festança pública.

A música Pernambucaneando, que foi gravada por Walmir Chagas, deveria até fazer parte desses pacotes caríssimos de divulgação que a prefeitura do Recife junto com o governo de Pernambuco promovem em outros estados porque nenhuma outra sintetiza tão bem o que é o carnaval daqui.

Um homem que na juventude era freqüentador do Pátio do Terço do bairro de São José do Recife, não iria se limitar somente a compor frevos porque foi lá que bebeu na fonte do samba de roda de Pernambuco (tão bom quanto o da Bahia) e também do maracatu vindo dos seguidores de Dona Santa. Daí que, quando se mudou para São Paulo no fim dos anos sessenta, levou na sua bagagem a influência legítima do que era produzido de melhor na música em terras pernambucanas. Os mais de vinte anos que permaneceu na capital paulista foram essenciais para conhecer grandes nomes da música brasileira e com eles desenvolver edificantes parcerias. É bom frisar que o avô paterno de Bráulio foi fundador da Banda de Música Grêmio Lítero Musical Bonjardinense e tocava tuba, bombardino e trompa.

A carreira oficial de Bráulio como artista começaria em 1964 quando gravou pelo Selo Verdi o frevo "Além de mim". Por essa mesma época, Cyro Monteiro gravou o samba "Maria Luiza", de Bráulio e Inaldo Vilarim, outro nome consagrado da música pernambucana, mas quase esquecido.

Bráulio de Castro também tem no seu curriculum musical a participação em diversos festivais: "Festival da Rede Globo", classificando em 3º lugar a música "Cem anos de Monteiro Lobato - Antes Que Acabem As Flores", canção defendida pelo cantor Noite Ilustrada; "Festival da Record", com a música "Recado de Adoniran para Arnesto", interpretada por Fátima de Castro e Demônios da Garoa; e o "Festival Canta Nordeste", classificando em 5º lugar a música "Boi da Alegria", cantada por Ed Carlos.

Em outros festivais do Recife como "Frevança", ganhou o 1º lugar com a música "Maracatu Quilombo" que foi interpretada pela cantora Matilde.

Em cinco edições do "Festival Recifrevo" conseguiu boas colocações: 1º lugar com "Bloco para Getúlio Cavalcanti", com o Coral Recifrevo e 4º lugar com esse coral, desta vez com a música "Moysés, o Menino da Sombrinha" e ainda com o mesmo coral, "Tire a Jangada da Frente".

Em parceria com Fátima de Castro, classificou também no "Recifrevo" a composição de sua autoria intitulada "Descompassado" e ainda no mesmo festival, "Faísca", composta em parceria com Dimas Sedícias e gravada por Nonô Germano.

Dentre suas mais de 330 composições gravadas, boa parte em parcerias, destacam-se "Desafio", com gravações de Alcione e também de Luiz Américo; "Porta é Pra Bater", com Jair Rodrigues; "Bendito Seja", interpretada por Benito de Paula; e quatro sucessos na voz de Genival Lacerda: "O Rádio", "O Disco", "Rock do jegue" e "O gravador".

Outros intérpretes também fizeram sucesso com suas composições, como Wilson Simonal com "Trinta Dinheiros", Nerino Silva com "Tá Vendo", Fafá de Belém com "Meu Bombom", Maria Alcina com "O Aperto", Nando Cordel com "Meu Bombom" (parceria com Bráulio), Alcymar Monteiro, Petrúcio Amorim e Adelmário Coelho com "Feitiço de Mulher", Cristina Amaral e Flávio José com "Eu Sou o Forró", parceria de Bráulio com Petrúcio Amorim, Noite Ilustrada com “Aplauso do Povo”, “Profecia” e “Assombrações do Recife Antigo, Os Demônios da Garoa com “Violão e Viola” e “Véio Mestre”, Germano Mathias com “Por Motivo de Força Maior”, Jackson Antunes com “Vai Devagar, Conceição” e a dupla Guilherme e Gustavo com “Mulher de Amigo Meu”.

Seus sambas "Herói Sou Eu" e "A Malandragem Entrou em Greve" são antológicos e alcançaram muito sucesso na interpretação do conjunto Originais do Samba. Bráulio é o compositor que mais fez músicas em homenagem ao seu time do coração, o Santa Cruz do Recife, dono de uma das maiores torcidas do país. Ele é reverenciado também por isso.

Sobre sua paixão pelo Santa Cruz, vejam o que escreveu Gerrá da Zabumba no blog do Santinha:

“Bráulio é uma figura inquieta. Compõe a todo vapor. Faz música o tempo todo. Os seus amigos já sabem, ligação de Bráulio vai ter uma nova música cantarolada ao telefone. E se o mote for o Santa Cruz, ele compõe brincando, tomando uma na esquina. Foi assim com o hino da Troça Minha Cobra. Estávamos numa calçada em Jardim Atlântico, eu, Alessandra, Chiló e Bráulio, jogando conversa fora e bebericando umas cervejas. Entre um papo e outro comentamos sobre a criação da troça. Bastaram alguns minutos e o hino estava feito. Certa vez, perguntei a ele sobre o disco O Veneno da Cobra Coral. De onde veio a ideia, a inspiração, enfim, como nasceu o Cd. ‘Eu tinha feito dois sambas: Veneza Brasileira, quando ainda residia em São Paulo (foi gravado por Nerino Silva) e O Veneno da Cobra Coral. No inicio da década de dois mil, surgiu a idéia de fazer um CD para o Mais Querido. Chamei Walmir Chagas para fazer a produção musical e pedi algumas músicas para os colegas compositores, que deram o silêncio como resposta. Me arretei e fiz mais oito, coloquei o frevo/hino O Mais Querido, de Mestre Capiba, O Papa Taças, dos Irmãos Valença, e mais uma de Leôncio Rodrigues/ Fernando Neves. Ainda incluí a marcha rancho Papai Tricolor, de Fátima de Castro, e fizemos esse disco’. Para quem não sabe, há muito tempo este Cd está esgotado. Em 2006 houve a tentativa de fazer uma nova tiragem, mas os custos, principalmente com direitos autorais, inviabilizaram a história.”

“A Malandragem Entrou em Greve”, samba debochado de Bráulio com Jorge Belizário, foi feito de encomenda para o cantor pernambucano Bezerra da Silva que seria o intérprete ideal para essa música, já que a irreverência deste samba é a cara do Bezerra, mas infelizmente aconteceu um acidente de percurso e a música foi gravada pelo grupo Os Originais do Samba, um conjunto muito bom que no entanto fez uma interpretação aquém do esperado.

Mas a irreverência do Bráulio se estende a outras músicas: Casa de Corno, Mulher de Amigo Meu, Nêga Tanajura, Zé Vigia, A Mulher do Corno Rico e a do Corno Pobre, Rock do Jegue, Forró Gay, Por Motivo de Força Maior, Vai Devagar Conceição, Vou Virar Calunga, Se Liga Ioiô, Relaxa e Goza, Blocalhau, Guaiamum Treloso, O Pinto da Madrugada, Festa na Válzea, O Cachorro que Lambeu o Seu, Bacia D’água, A Turma da Cirrose, Chifre à Portuguesa, Andando de Coletivo, Frango da Madrugada, Nóis Sofre Mais Nóis Goza, Briga de Barriga, Bola na Rede X Roda de Fogo, Penha-Lapa, Purucutruco, Voltando pra Favela e muitas outras.

Bráulio de Castro tem mais de 50 sambas inéditos, músicas de qualidade indiscutível que ainda não despertaram o interesse dos mais novos grupos de samba do Recife e de outras plagas, talvez pelo desconhecimento do valor dessas obras. São páginas que precisam ser gravadas porque enriquecem o mundo do samba.

Afora isso, produziu maracatus fabulosos como Pátio do Terço e Rainha do Morro, o primeiro gravado por Walmir Chagas e o segundo por Gerlane Lops. Aliás, Walmir Chagas como ele mesmo ou como o Véio Mangaba, é um dos maiores intérpretes da obra de Bráulio de Castro. Bubuska é outro que deu um show na gravação de Fogão, que era só um frevo de rua, mas que ganhou uma letra perfeita de Bráulio.

Todos os ritmos se encontram na obra de Bráulio de Castro: samba, forró, maracatu, frevo-canção, coco, embolada e até música para o pastoril profano. Eu, particularmente, sou um apaixonado pela alegria dos seus frevos e pela simplicidade e beleza dos seus sambas. É a personalidade do mundo da música que escolhi para ser meu patrono na Academia Passa Disco da Música Nordestina. A modéstia dele é uma coisa impressionante: “eu não sou m... nenhuma, só nasci com esse dom de milhares de nordestinos que é compor. Como dizia o velho Lua (Luiz Gonzaga): o Nordeste é um juazeiro carregadinho de compositores”.

Recife/PE, 21/7/2011

Fonte: Overmundo

sábado, 23 de fevereiro de 2013

De Bom Jardim a Olinda, com o Santinha no coração


A entrevista que segue foi gentilmente cedida pelo Professor Clóvis Campêlo e originalmente publicada no excelente blog geleiageneral.blogspot.com.br, nessa semana tive a honra e certamente o privilégio de conhecer pessoalmente o Mestre Bráulio de Castro, assim como o Professor Clóvis que me deu a oportunidade de trazer aos leitores tal conteúdo o mesmo me deu a chance de entrar em contato com o Mestre Bráulio inicialmente pela internet e curioso que sou pelas referencias que li e que ouvi falar, marcamos um encontro na casa do Carnaval no Pátio de São Pedro e teve o privilégio de conhecer esse homem sem dúvidas admirável, conversamos longamente, trocamos ideias, sem dúvidas mais ouvi que falei as muitas histórias, chegando inclusive a dar uma volta nos arredores do Pátio com uma ida ao Mercado de São José onde conheci alguns dos seus amigos e enxerguei ainda mais a grandeza desse Mestre que leva Bom Jardim nas lembranças e no coração, assim como eu a minha Vertentes.

Esequias Pierre Filho




 Fotos: Cida Machado/2011

DE BOM JARDIM A OLINDA, COM O SANTINHA NO CORAÇÃO

Clóvis Campêlo

Confesso que até algum tempo atrás era completamente ignorante em relação a Bráulio de Castro e suas músicas. Quem primeiro me chamou a atenção sobre ele foi Júlio Vila Nova. Depois, no CD “Dez Carnavais”, do Bloco Lírico Cordas e Retalhos, do qual Júlio é o presidente, descubro a música “O mais querido”, uma parceria dele com Fátima de Castro, sua mulher e prima legítima, e também compositora, cantora e instrumentista. É mole?

Mais adiante, nos contatos por mim mantidos para a produção do programa “Trem das Onze”, na Rádio Universitária AM do Recife, Walmir Chagas, o Velho Mangaba, presenteia-me com dois CDs seus, onde constam outras músicas compostas por Bráulio, entre elas o maracatu “Pátio do Terço” e o frevo-canção “Pernambucaneando”, pelas quais me apaixonei. A partir dali, ficou patente para mim todo o talento de Bráulio de Castro.

O melhor, porém, ainda estava por vir. Descubro que, assim como eu, Bráulio também é torcedor do Santa Cruz. Passamos a trocar figurinhas pela internet. Eu, enviando-lhe as matérias postadas no blog “Santa Cruz, a história e a glória”, e ele, comentando o material recebido. Depois de intenso vai-e-vem, proponho-lhe uma entrevista sobre o Santinha. Ele sugere que deixemos a entrevista para depois do jogo com o Treze de Campina Grande, no dia 16 de outubro, quando já teríamos definida a situação do Santa Cruz na Série D do Campeonato Brasileiro. O Santa se classifica para as semifinais da competição, nossos corações se acalmam e marcamos o encontro para o dia 22.

No dia marcado, às 10 horas, conforme o combinado, acompanhado de Cida Machado, chego na sua casa, numa rua aprazível do bairro de Casa Caiada, em Olinda, onde somos recebidos por ele e Fátima.

Para um entrevistador, não existe nada melhor do que um entrevistado falastrão. Descubro que Bráulio é assim. Puxa uma história atrás da outra – e olhe que são muitas! Nem mesmo precisei me utilizar das perguntas que tinha elaborado anteriormente.

Bráulio de Castro nasceu na cidade pernambucana de Bom Jardim, em 1942. Ainda menino, teve um sério problema de saúde que foi curado pelo leite de Francisca do Pezão, pedinte da cidade que lhe serviu de ama-de-leite.

Em 1949, veio para o Recife, acompanhando o avô paterno Ademário Gomes de Castro, indo morar no Largo São Luís, no bairro de Casa Amarela, naquele tempo já com uma grande população. Acostumado à tranqüilidade do interior, seu avô não se habituou com a agitação do lugar e, no ano seguinte, mudou-se para a Rua Ambrósio Machado, no bairro da Iputinga, bairro mais tranqüilo e onde havia muitos torcedores do Santa Cruz. Ilude-se, porém, quem pensa que a sua paixão pelo clube das três cores nasceu ali. Oriundo de uma família tricolor, ele já veio de Bom Jardim com a cabeça feita. Diz que, na verdade, curtiu duas infâncias felizes: no Recife, na casa do avô, tomando banho no rio Capibaribe, e nas férias, em Bom Jardim, onde tomava banho no rio Tracunhaém.

Em 1957, lembra da campanha feita pelo Santa Cruz para a contratação de Aldemar. O povo ia de bonde para a sede do clube, no bairro do Arruda, onde, aos pés de uma bandeira tricolor, depositava a sua contribuição para a contratação do craque. O Santinha formou uma grande equipe e foi supercampeão pernambucano de futebol, naquele ano.

Em 1964, homem feito, Bráulio ocupava o cargo de fiscal do Instituto Brasileiro do Café, quando, em abril, instala-se no País a ditadura militar. Dois meses depois, por conta da sua participação no movimento estudantil, é cassado do cargo que ocupava no IBC. Sem muitas oportunidades de trabalho no Recife, cinco anos depois, em 1969, resolve transferir-se para São Paulo. Chega à Terra da Garoa na mesma época da edição do famigerado Ato Institucional nº 5. Era um tempo difícil, de incertezas e de medos.

Mesmo assim, morou 22 anos em São Paulo, só retornando ao Recife no início dos anos 90. Confessa que chegou na Paulicéia disposto a torcer pelo time do São Paulo, por conta da identificação com as cores do Santa Cruz. Mas logo se apaixonou pelo Corínthias e seu povão. Não teve mais jeito: tornou-se corintiano.

Em São Paulo conviveu com grandes nomes da MPB, como Lupicínio Rodrigues e Adoniran Barbosa, do qual, inclusive, chegou a ser parceiro, dedicando-lhe três composições, duas feitas quando o compositor já era falecido. Vários outros nomes da música popular brasileira também gravaram as suas músicas, como Francisco Petrônio, que gravou a sua composição “Borracha do Tempo”, único samba incluído no seleto repertório do cantor.

Hoje, tranquilamente instalado em Olinda, Bráulio continua compondo e torcendo pelo Santa Cruz. Por conta da hipertensão e com medo da violência das torcidas, dificilmente vai à campo. A sua paixão pelo clube coral, porém, não arrefece. Lançou há poucos dias um CD com quatorze composições, entre frevos, sambas e maracatus, interpretadas por ele mesmo, Fátima de Castro, Bubuska Valença, Walmir Chagas, Chico Nunes e Edy Carlos, dedicadas ao Mais Querido de Pernambuco e em comemoração à conquista do campeonato estadual deste ano. No disco ainda homenageia a Bacalhau de Garanhuns, a quem chama de maior torcedor do mundo.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Como é bom escutar o RATM!!

Por : Fábio Nascimento


O nome do Blog - Futebol, Música, Literatura e Debates já demonstra o nosso intuito em abranger alguns dos assuntos mais interessantes em nossas vidas. Faz tempo que não escrevo sobre a minha maior paixão (engana-se quem acha que é a bola), a música, então vou deixar os assuntos esportivos e literários de lado, e falar de uma das minhas bandas favoritas.

Em 2010 estava no Rio visitando a minha trupe carioca (mãe, irmãos e sobrinho), era tempo de Copa do Mundo. Todas as ruas da Ilha estavam coloridas de amarelo e verde, além da ansiedade do povo por mais um título mundial de futebol.

Meu irmão é músico (sem querer puxar a brasa para a família, músico dos bons por sinal) e pra falar a verdade nós estávamos meio alheios a todo aquele alvoroço futebolístico, nossos assuntos invariavelmente começavam ou terminavam em música.

Relembramos as bandas que escutávamos quando moleques, as bandas preferidas, as que odiávamos e chegamos aos shows do sonhos. Citamos vários, mas 2 eram marcantes, um seria do Led Zeppelin, o outro do Rage Against The Machine.

À época o Led tinha um projeto aqui e alí que juntava os músicos originais e mais o filho de John Bonham. Já o RATM havia realizado alguns shows esporádicos desde 2007, mas anunciaram naquele mesmo ano que voltariam a fazer uma turnê com os membros originais após 10 anos do fim da banda.


Pois num é que os cabras realmente voltaram em 2010 (turnê pela América do Sul e do Norte), e como diz o nordestino "vieram com gosto de gás". Zack, Tim, Brad e Tom pareciam que tinham dado apenas 1 semana de descanso para recarregar as baterias ao invés dos intermináveis 10 anos de separação.

O show no SWU em Itú (como eu queria estar lá ) foi espetacular apesar dos problemas no áudio. O importante na verdade era ter a oportunidade de escutar músicas como Bulls on Parade, Bombtrack, Wake Up, Killing in the Name, Vietnow, Renegades Of Funk, provando que eles continuavam a fazer da música não só por divertimento, e sim, um instrumento de protesto e de denuncia.

Em 2012, o RATM trouxe o cd comemorativo de 20 anos do lançamento do emblemático Rage Against The Machine (1º cd da banda), trazendo no total 15 faixas (sendo 10 do cd original + 5 músicas bônus).


O RAGE sempre ficou marcado por não ser apenas uma banda, e sim, um veículo de divulgação a favor de vários grupos sociais que lutam por exemplo pela liberdade no Tibet, pela reforma agrária no México e no Brasil, além de combater ferozmente o capitalismo sem medida dos americanos.

Ter o RATM no cenário novamente (mesmo que em poucos shows no ano) é ser agraciado com o que de melhor apareceu entre o final de século passado e o inicio desse novo milênio no ROCK, portanto, como o próprio Zack esbraveja em boa parte das suas letras  "VIVA LA REVOLUCION" e aproveite SEM MODERAÇÃO!!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Appetite For Destruction : Lá se vão 25 anos.


Em 2012 mais precisamente no mês de Julho um dos discos que me fizeram experimentar esse vício chamado Rock N´Roll completa 25 anos.

Foi escutando inicialmente Guns N´Roses e o Appetite (tendo como fundo musical os berros de D.Ilna mandando desligar a radiola e aquele barulho dos infernos) que enveredei pelas vielas de Salvador em busca dos shows de rock tão escassos no final da década de 80 e início da década de 90.

Há aqueles que não gostam, existem aqueles que os chamam até hoje de "posers" ou "farofas", mas a grande verdade é que MUITOS começaram justamente escutado Welcome To The Jungle, Paradise City, Think About You e Sweet Child O´Mine, para depois sim, experimentar outras bandas, como Led Zeppelin, Nirvana, Metallica, Megadeth, Pantera, Faith No More, Slayer, Angra, Helloween e tantas outras.

Querendo ou não, Axl Rose, Izzi Stradlin, Steve Adler, Duff Mackagan e Slash trouxeram algo diferente e que ficou marcado na história da música, portanto, Viva Appetite!!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

É o fim...

Depois de sermos bombardeados com o hit "Eu quero Tchu , Eu quero Tcha", tá rolando nas redes sociais um novo "Chuchesso" popular. Trata-se da Banda Companhia da Lapada com a música (se é que podemos chama-la assim) "Ele já me comeu eu vou morar com ele".

Fico imaginando uma mãe vendo sua filha (adolescente ou criança) dançando e cantando ao som dessa pérola da MPB. Não duvidem meus amigos, dentro em breve estaremos acompanhando-os nos palcos dos grandes programas de auditório do Brasil, ou vocês duvidam disso?

É o fim...? Não! Não é!!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

As muitas gavetas do Rock in Rio

Tô indo hoje com Vania ao "Rhythm and blues and Soul and Symphonic in Rio". Porque de fato, Rock nessa quinta feira no palco Mundo do Rock in Rio , só com muita boa vontade na homenagem ao Renato Russo, se aturarem o Minczuk. Fui dar uma olhada no som da Kesha, que eu não conhecia, e de rock ali só a lembrança que sua imagem me trouxe da saudosa Rê Bordosa, personagem Junkie do cartunista Angeli.

Mas o assunto que ocupa as redes sociais,o tema que impulsiona o lugar comum da web é a escalação de Claudia Leitte e Ivete Sangalo no festival. Comparações que projetam hipotéticas participações de Mettallica em cima de um trio no Carnaval Baiano, ou de Iron Maiden numa micareta, e por aí vai. Aliás, comecei minha ida profissional tocando em trio elétrico (tocávamos Human Nature, tocamos até "Birdland", do Weather Report, em ritmo de galope) e acredito que os gringos adorariam tocar num trio, iam matar a pau e cair no gosto do carnavalesco baiano, sempre pronto para novas propostas sonoras,apesar do massacre midiático dos mesmos produtores e artistas de sempre. Taí: lançaram uma idéia. Não se admirem se num próximo carnaval uma banda Heavy do mais puro Rock esteja em cima de um trio, no carnaval baiano.

Essas situações de confronto entre tribos musicais me lembram um show no Espírito Santo, longe dos holofotes, mas uma experiencia que vivi profissionalmente no fim dos anos 80. Escalado num festival onde as grandes atrações eram bandas como Angra e Sepultura, o artista baiano/brasiliense Renato Matos, no palco, teve que dominar uma enorme platéia de metaleiros raivosos que esperavam os irmãos Cavallera (ainda em começo de carreira, mas já um mito do povo Metal) entrar e quase silenciaram em vaias o reggae-porrada de Renato. Até ele pegar da platéia uma bengala com uma caveira de cachorro e começar a repetir um refrão, aos brados: 'UNIVERSIDADE, PEDAIS E GUITARRAS CUSTAM OS OLHOS DA CARA", sacudindo no ar aquela cara de osso de cachorro, sem olhos... Ganhou o povo...Depois, Adriano Faquini salvou de vez a pátria trazendo de volta Janis e Hendrix com sua voz rara...Melhor que jogar água mineral.

Vejo essa discussão requentada sobre a alegada incoerência da participação de Claudia Leitte e Ivete Sangallo nesta edição do Rock in Rio mais uma vez, como uma vitrine de marcação de posição e de limites, da afirmação pessoal do próprio gosto, feita de forma coletiva.
Aquela mijada no poste (ou no post?) que o cachorro dá: "Esse lugar é meu!" "Essa área é minha"!! "Ó meu nome aí"!!!

O descabelo do jovem rockeiro vendo artistas alienígenas num festival que tem nome de rock equivale ao "humpf" bovino e desdenhoso que o dândi jazzista-purista solta quando vê num dos muitos ditos "Festivais de Jazz" que pulsam pelo mundo, artistas das várias "gavetas" que a mídia precisa criar: "Étnicos", "World Music", "MPB", "Reggae" e...Rock!


Pra ilustrar, lembro aqui uma lista de artistas que se apresentaram em edições anteriores do Rock in Rio:

Baby Consuelo e Pepeu Gomes
Ney Matogrosso
(tô até considerando o Tremendão Erasmo como Rock)
George Benson
(tô até considerando o Folk James Taylor como Rock)
Al Jarreau
Gilberto Gil
Elba Ramalho
Ivan Lins
Alceu Valença
Moraes Moreira
Prince
Jimmy Cliff
New Kids On The Block
George Michael
Elba Ramalho
Ed Motta
Roupa Nova
Daniela Mercury
Milton Nascimento
Orquestra Sinfônica Brasileira
Carlinhos Brown
'N Sync
Britney Spears
Sandy e Junior
Zé Ramalho
Rihanna
Katy Perry
Stevie Wonder
Jamiroquai
Isso porque fui condescendente com alguns artistas que não citei, mas que não são artistas "do Rock".
Num mundo cada vez menor, fica cada vez mais difícil não bagunçar o gaveteiro. O pessoal tá muito "organizadinho", atitude nada rocker ;-) .

sábado, 9 de julho de 2011

Queens Of The Stone Age : Um estilo diferente!

Hoje tenho 35 anos, e acompanho e escuto Rock desde os 14 anos.

Passei por diversas fases:

A FASE DEATH METAL, onde corria pelas vielas de Salvador atrás de shows de HeadHunter e Malefactor, onde passava 2 horas tentando convencer o segurança que já tinha mais de 14 anos, e que pudia assistir ao show do Ratos em plena Concha Acústica. Fase onde não perdia um show na AABB, mesmo sabendo que na saída teriamos uma dúzia de punks correndo atrás da gente, que saudade!

A FASE HEAVY METAL, onde comecei a dar mais atenção as bandas como Black Sabbath, Megadeth, Mettalica, Slayer e a MAIOR DE TODAS AS BANDAS, Led Zeppelin.

A FASE GRUNGE, onde Nirvana,Soudgarden, Alice in Chains e Pearl Jam não saiam do toca-fita.

Agora, cheguei em uma fase em que a boa música é o mais importante. Continuo escutando de tudo, mas dentre as atuais bandas uma me enche os olhos (na verdade, os ouvidos), o QUEENS OF THE STONE AGE.


O que me impressiona nessa banda é a sonoridade muito diferente da maioria, eles conseguem fazer um mix de todas as variantes do Rock (sem se perder). E o melhor de tudo é perceber que com o tempo a banda vai se aprimorando.

Queens Of The Stone Age (1998) 1º CD da banda tem como destaques Avon, Hispanic Impressions e Regular John.

Em R (2000) já se nota um som mais elaborado, tendo muito mais que somente 3 ou 4 músicas boas. O album em sí, é todo muito bom.

Song For The Deaf (2002) 3ºalbum do grupo mostra a maturidade e a melhor fase da banda, pra quem gosta de Rock não há como se manter indiferente escutando Hangin Tree, Do It Again, Song For The Dead e Song For The Deaf, Go With The Flow e No One Knows. 2 grandes músicos ajudaram com essa pérola, Dave Grohl e Mark Lanegan (esse último, sempre participando dos discos da banda).

Lullabies To Paralyze (2005) manteve a pegada do Song For The Deaf, e trouxe com ele o que é para mim a melhor música do QOTSA até hoje, Long Slow Goodbye é simplesmente viciante! Destaque também para In My Head, Burn The Witch e Little Sister.

Era Vulgaris (2007) mostra mudança e coragem. Admito que quando escutei a 1ª vez achei o CD mais fraco que os anteriores, persisti escutando, então percebi que essa era a principal intenção da banda, MUDAR. Logo depois veio a confirmação em uma entrevista de Josh na qual ele dizia que o QOTSA estava em constante mudança, algo raro nos dias de capitalismo selvagem e no qual músicos e bandas preferem se manter em sua zona de conforto.

Rated R (2010) "EDIÇÃO LUXO" é uma homenagem aos 10 anos do Disco que abriu as portas do Mundo para o QOTSA, e faz realmente jus ao nome.

Se você gosta de Rock, procure na internet, baixe músicas, você conhecerá uma banda que possui um estilo único, diferente das mesmices e chatices que encontramos nessas novas bandas de Rock "enlatado" e certamente terá boas surpresas.

Formação Atual :
Josh Homme (vocalista e guitarrista)
Joey Castillo (bateria)
Dean Fertita (teclado)
Michael "Mikey"Schuman (baixo)
Troy Van Leeuwen (guitarra)

site da banda : www.qotsa.com

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Festa da Música Tupiniquim


Há muito tempo tá rolando essa festa maneira
Da música popular brasileira ninguém me convidou mas eu queria
entrar
Peguei o 175 e vim direto pra cá pra
Festa da Música Tupiniquim
Que tá rolando aqui na rua Antônio Carlos Jobim
Todo mundo tá presente e não tem hora pra acabar
E muita gente ainda tá pra chegar

Na portaria o segurança pediu o crachá do Gilberto Gil
Ele apenas sorriu
Acompanhado por Caetano, Djavan, Pepeu, Elba, Moraes, Alceu
Valência
(Xá comigo! Da licença! Abre essa porta, cabra da peste)
E foi assim que eu penetrei com a galera do Nordeste

Baby tá na área, senti firmeza! E aí Sandra de Sá!
_"Bye bye tristeza..."
Birinight á vontade a noite inteira
Olha o Ed Motta assaltando a geladeira
Olha quanta gata bonita e gostosa! Olha o Tiririca com uma negra
cheirosa

Ué! Cadê os críticos?! Ninguém convidou? "Barrados no Baile
uouou"
Não é festa do cabide mas o Ney tirou a roupa
Bzzz... Paulinho Moska pousou na minha sopa
Cidade Negra apresentou um reggae nota cem
Tá rolando um Skank também! E o Tim Maia até agora nem pintou
Mas o Jorge Benjor trouxe a banda que chegou "Pra animar a
festa"

Festa da Música Tupiniquim
Que tá rolando aqui na rua Antônio Carlos Jobim
Todo mundo tá presente e não tem hora pra acabar
E muita gente ainda tá pra chegar

A festa tá correndo bem
O Lobão até agora não falou mal de ninguém
O Barão e o Titãs tão tocando Raulzito
A Rita Lee tá vindo ali...ãnh? Não acredito! Ela olhou pra mim e
disse "baila comigo"
Eu senti aquele frio no umbigo
Mas é claro que adorei o convite e fui dançar ouvindo o som do
Kid Abelha, Paralamas e a Blitz

(Isso aqui tá muito bom, isso aqui tá bom demais...) "Segura o
tchan, amarra o tchan"
(Xô, Satanás!) Há há! Lulu Santos acabou de chegar com a pimenta
malagueta pro planeta balançar
O Chico César, Science, e o Buarque observam um pessoal dançando
break no chão
E no andar lá de cima um do donos da festa. Tá na boa, tá em
paz, tá tocando um violão:
"Festa estranha com gente esquisita, eu não tô legal, não
aguento mais birita"

Festa da Música Tupiniquim
Que tá rolando aqui na rua Antônio Carlos Jobim
Todo mundo tá presente e não tem hora pra acabar
E muita gente ainda tá pra chegar

Chopp na tulipa, vinho na taça (camisinha na boquinha da
garrafa)... Salve-se quem puder!
Ih... o João Gordo vomitou no meu pé
Fui limpar e dei de cara com os Raimundos que me contaram que
entraram pelos fundos

Perguntei pelo banheiro e fiz papel de Mané os sacanas me
mandaram pro banheiro de mulher
As meninas tavam lá e foi só eu entrar que a Cássia Eller, Zizi
Possi e a Gal começaram a gritar (Ahhhhh!)
Quanta saúde! Fernanda Abreu, Daniela Mercury, Marisa Monte,
Daúde... calma, eu não vi nada! A Ângela Rô
Rô queria me dar porrada

Mas os três malandros, Moreira, Bezerra e Dicró, me ajudaram a
escapar da pior
Fui pro fundo de quintal, casa de bamba todo mundo bebe todo
mundo samba
Beth Carvalho, Alcione, Zeca Pagodinho Neguinho da
Beija-Flor...Diz aí Martinho!
Comé que é, professor?
_"É devagar, é devagar, devagarinho"

Festa da Música Tupiniquim
Que tá rolando aqui na rua Antônio Carlos Jobim
Todo mundo tá presente e não tem hora pra acabar
E muita gente ainda tá pra chegar

Essa festa é uma loucura
Olha lá o Carlinhos Brown com o pessoal do Sepultura vieram com
os índios Xavantes
E a polícia veio atrás tentando dar flagrante E-e-e-ê! O índio
tem apito e eu não entendi porquê
Começaram a apitar quando a polícia chegou mas a galera do
Cachimbo da Paz nem escutou
Porque o Olodum tava fazendo um batuque maneiro

Até chegarem milhares de funkeiros
Eram tantas duplas que eu até me confundi
Chamei Leandro & Leonardo de MC! E o Zezé de Camargo &
Luciano ficaram me zuando
E o funk rolando! Aah... vocês tinham que ver! Chitãozinho &
Xororó gritando Uh! Tererê!

O pessoal da Jovem Guarda agitando sem parar
Estavam em outra festa mas vieram pra cá
Passei ali por perto e ouvi o Roberto comentar: "Ê hei!
Que onda, que festa de arromba!"

Todo mundo no maior astral mas rolou um boato que preocupou o
pessoal
Diziam as más linguas, à boca pequena, que o Michael Jackson
tava chegando pra roubar a cena
E foi aí que a Marina ouviu uma buzina e todos foram pra janela
na maior adrenalina
Uma brasília amarela dobrava a esquina,
Adivinha quem era?
...

Festa da Música Tupiniquim
Que tá rolando aqui na rua Antônio Carlos Jobim
Todo mundo tá presente e não tem hora pra acabar
E muita gente ainda tá pra chegar

Ouvindo essa música hoje, fiquei imaginando, como algumas coisas mudaram e

outras nem tanto.
Se não me engano, quando essa música "estourou" (mais ou menos em 1997 ),

Mamonas Assassinas tinham morrido, não fazia muito tempo.
Cássia Eller,Chico Science Leandro(Leandro e Leonardo),Bezerra da Silva e

MichaelJackson, estavam vivos.
Lulu Santos tinha sua música na abertura de malhação.
''Uh tererê'' era grito comum nos estádios.
Tchan em alta, Daniela Mercury também.
Barão, Cidade Negra e Titãs estavam em atividade.
Raimundos tinha Rodolfo.
Devagar, Devagarinho era um samba que elevou a carreira de Martinho da Vila.
Daúde e Chico César, sumiram.
Perderam espaço na mídia: Djavan, Pepeu, Elba, Moraes, Alceu Valência, Jorge

Benjor,Marisa Monte...
João Gordo e Lobão, continuam reclamando, sendo irreverentes, chatos , e

sempre , autênticos.
Kid Abelha e Blitz, tentaram retomar o sucesso, pouco tempo atrás, porém, com

as regravações das músicas que todos conhecem.Nada de novo.Boas músicas, mas

que ja´renderam o que tinha que render e, atualmente, fazem shows esporádicos.
Outros estão na busca pelo sucesso nacional, até hoje: Sandra de Sá (Sandra
Sá, muda o nome toda hora tbm), Ed Motta,Fernanda Abreu...
As referências como grandes cantores/compositores ainda são os mesmos:

Gilberto Gil, Caetano Veloso, Chico Buarque, Roberto Carlos...
E a grande mudança, o cantor de "Fiorentina de Jesus", ele, o "Palhaço"

TIRIRICA, foi o que mais mudou, deixou de ser "abestado" para ser o Exmo. Sr.

Deputado, Tiririca.É a vida, não é?



Letra da Música: Terra
Imagens: Google


quarta-feira, 11 de maio de 2011

30 anos sem o Poeta de Jáh

Há exatos 30 anos morria um dos maiores ícones da música mundial, Bob Marley.

E por que afirmar que Bob esta entre os maiores? Simples, poucos cantores foram admirados não somente pelos seguidores do seu gênero musical, como também por outras vertentes.

Eu, fanático e ate certo ponto radical em meu gosto musical (Rock), sempre o vi como um personagem a parte.

Quem nunca escutou e cantou uma música de Bob?? Quer seja, No Woman No Cry, Stir It Up, Get Up Stand Up, Buffalo Soldier, One Love e por aí vaí... são tantas.

Independente da sua personalidade controversa, e das suas crenças pouco convencionais, Bob deixou um legado, e os jovens de hoje, que não tiveram a chance de viver em sua época, o admiram mesmo sem nunca ter ido a um show, ou tê-lo visto dando uma entrevista, ou participando de um talk-show.

E qual seria o segredo de tanta admiração então? Apenas suas melodias, e composições!!

Há exatos 30 anos, a música perdeu um cantor, mas ganhou um MITO!